Polícia Civil passa a usar ferramenta de inteligência artificial em registros de violência contra a mulher

Polícia Civil passa a usar ferramenta de inteligência artificial em registros de violência contra a mulher
(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil começa a adotar, a partir desta segunda-feira, 11, em todas as delegacias do Estado, um serviço de digitalização e análise por inteligência artificial (IA) com base no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial com mais rapidez na prevenção de novas agressões às mulheres. Na última semana, policiais civis de todo o Rio Grande do Sul passaram por treinamento.

Atualmente, o Fonar é preenchido quando a vítima registra ocorrência em uma delegacia física ou na Delegacia Online (DOL). Na Polícia Civil gaúcha, o Fonar está disponível no módulo Ocorrência do Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) e na Delegacia Online. No atendimento presencial, o Fonar pode ser completado pelo policial civil diretamente no SPJ (forma já difundida), ou preenchido de forma híbrida (documento impresso e sistema).

Impresso, o formulário será respondido pela vítima à caneta. Depois, será escaneado e, caso necessário, será complementado com as respostas dos policiais diretamente no SPJ, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta atuará como recurso interpretativo das respostas no processo de digitalização.

Como resultado, todas as respostas geradas no contexto de violência doméstica e familiar no Estado serão armazenadas de forma mais adequada e estruturada. Elas irão compor ferramentas estatísticas, relatórios, mapas e outros documentos, a fim de subsidiar decisões e políticas públicas nos âmbitos estadual e nacional, de forma a ampliar as ações da Secretaria da Segurança Pública e do governo do Estado, oferecendo mais proteção às vítimas.

A ferramenta integra as ações de resposta do governo do Estado, por meio da Polícia Civil, aos casos de violência contra as mulheres. A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências. Compreender melhor os crimes relacionados à Lei Maria da Penha permite identificar fatores de risco, bem como apontar sua gravidade.

Publicado por

Susi Cristo

Susi Cristo

jornalismo@universallfm.com.br

Publicado em: 11/05/2026, 13:49