Rio Grande do Sul entra em alto risco após aumento de casos respiratórios
Um novo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) coloca o Rio Grande do Sul em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
O aumento de internações e a baixa adesão à vacina contra a gripe causam o cenário de alerta no Estado, sendo que menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos para a imunização até o momento. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada.
O Rio Grande do Sul já registrou mais de 4,8 mil internações por síndrome respiratória em 2026. A doença causou 322 mortes no Estado. Segundo especialistas, a queda nas temperaturas aumenta a circulação e apenas a vacina previne sintomas severos e internações em UTIs.
A Secretaria da Saúde está orientando os municípios sobre a continuidade da estratégia de imunização. A principal recomendação é que as cidades podem ampliar a vacinação para toda a população, desde que mantenham um estoque mínimo de doses destinado às crianças, aos idosos e às gestantes.
A orientação foi uma decisão conjunta com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) e leva em consideração o aumento esperado de doenças respiratórias nos próximos meses de inverno.
De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a tendência é de crescimento nos casos de síndromes respiratórias agudas graves e de influenza, com possibilidade de maior número de hospitalizações.
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Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 29/05/2026, 15:46
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