Pacífico entra em modo de El Niño e aquecimento ganhará força
Iraí foi um dos municípios afetados na última enchente
O mês de junho começa com a faixa equatorial do Oceano Pacífico em condições típicas de El Niño. Vários indicadores oceânicos e atmosféricos apontam para um episódio do fenômeno em seus estágios iniciais, conforme avaliação da MetSul Meteorologia.
Os critérios oceânicos para a declaração do início de um El Niño já estão consolidados pelo sistema de monitoramento.
Segundo os meteorologistas, nenhum episódio de El Niño é igual ao outro. Uma série de fatores determina que as consequências sejam mais ou menos graves nos diferentes estados brasileiros a cada ocorrência do fenômeno.
Neste ano, os efeitos no clima deverão ser sentidos com mais intensidade a partir do segundo semestre, especialmente no fim do inverno e durante a primavera. Na Região Sul, o El Niño costuma provocar impactos mais marcantes, com aumento significativo das chuvas e maior frequência de eventos climáticos extremos.
Sobre essas projeções, o meteorologista Piter Scheuer concedeu entrevista exclusiva à Rádio Universal, e fez um alerta de um “Super El Niño”. Segundo ele, o fenômeno pode ser um dos mais intensos já registrados, trazendo chuvas acima da média, temporais severos, enchentes e impactos diretos para a agricultura e a população do Rio Grande do Sul.
Segundo o especialista, o período mais preocupante deve ocorrer durante a primavera, quando o fenômeno climático tende a atingir seu auge. Ele explicou que o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial aumenta a evaporação e potencializa a formação de tempestades severas.
Abaixo, no áudio, confira a entrevista!
Publicado por

Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 02/06/2026, 14:14
Rádio Universal
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