Indústria de biodiesel Soli3 recebe licença e está apta a iniciar obras
A intercooperação Soli3, formada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, recebeu a licença de instalação para a indústria de processamento de soja voltada à produção de biodiesel. O documento autoriza o início das obras do empreendimento, que será implantado em Cruz Alta. A licença foi entregue pelo Governo do Estado, Eduardo Leite, em cerimônia realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre.
A concessão da licença conclui o processo de licenciamento ambiental, após o atendimento de todas as exigências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O investimento previsto é de aproximadamente R$ 1,25 bilhão, com recursos das cooperativas, capital próprio e linhas de crédito voltadas à inovação.
A indústria produzirá óleo degomado, biodiesel, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual estimado em R$ 2,5 bilhões.
– A partir desse empreendimento, vamos participar ativamente da produção brasileira de biocombustíveis, um mercado estratégico para a redução da dependência de combustíveis fósseis. Além disso, agregaremos valor à produção de soja, gerando riqueza, renda e desenvolvimento para os associados e para o Rio Grande do Sul – destaca o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich.
A união entre Cotrijal, de Não-Me-Toque, Cotripal, de Panambi, e Cotrisal, de Sarandi, reúne mais de 35 mil associados em mais de 100 municípios. Juntas, as cooperativas possuem capacidade de armazenamento de 2,8 milhões de toneladas de grãos.
O início das obras está previsto para 1º de julho, com a execução da terraplanagem e a implantação do canteiro de obras. O complexo industrial terá 75 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 138 hectares.
Durante a construção, a expectativa é de geração de cerca de mil empregos diretos. Já na fase de operação, a indústria deverá gerar 150 empregos diretos e aproximadamente 500 indiretos.
O governador do Estado, Eduardo Leite, destacou a relevância do investimento para a economia gaúcha. “Esses investimentos mostram que o Rio Grande do Sul está preparado para crescer com responsabilidade e sustentabilidade, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas e gerando mais oportunidades para os gaúchos”, afirmou.
Tecnologia e capacidade produtiva
A Soli3 terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas de grãos. Na primeira fase de operação, a indústria processará três mil toneladas de soja por dia, totalizando cerca de um milhão de toneladas por ano. A produção de biodiesel deverá alcançar 600 toneladas diárias, o equivalente a 200 mil toneladas anuais.
Em uma segunda etapa, a capacidade de processamento será ampliada para 7,2 mil toneladas de soja por dia, chegando a 2,6 milhões de toneladas por ano. Nessa fase, a produção de biocombustível deverá atingir 1,5 mil toneladas diárias, totalizando cerca de 500 mil toneladas anuais.
O complexo industrial contará com um Centro de Operações Integradas (COI), responsável por monitorar e controlar todos os processos da planta em tempo real.
A Soli3 também estará entre as primeiras indústrias do setor no país a utilizar a tecnologia de “gêmeo digital”, sistema que reproduz virtualmente toda a operação industrial. A ferramenta permite realizar simulações, otimizar processos, reduzir custos e antecipar eventuais falhas operacionais, aumentando a eficiência e a segurança da produção.
Publicado por

Susi Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Publicado em: 22/06/2026, 13:45
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