Governo autoriza início das operações com juros equalizados do Plano Safra 26/27
O Ministério da Fazenda publicou nesta quinta-feira, 23 de julho, a portaria que autoriza o pagamento de equalização de taxa de juros em financiamentos do Plano Safra 2026/27, iniciado no dia 1º de julho. A medida, na prática, permite o início das operações que contam com a subvenção direta do Tesouro Nacional, 23 dias após o anúncio das linhas de crédito rural para a temporada.
Neste ciclo, 26 instituições financeiras vão operacionalizar as linhas subsidiadas do crédito rural, que somam R$ 141,9 bilhões, queda de quase 10% ou R$ 15,2 bilhões em valores totais em relação aos R$ 157,1 bilhões oferecidos no início da temporada 2025/2026.
O governo manteve a divisão de aplicação dos limites equalizáveis em dois semestres, uma saída encontrada ainda em 2025 para encaixar o Plano Safra no orçamento disponível e não precisar de suplementação. De julho a dezembro deste ano, a autorização é para a liberação de até R$ 94,7 bilhões do saldo total. Cada instituição recebeu limites específicos de operacionalização por período.
O valor autorizado para a primeira metade desta temporada é composto por cerca de 80% dos limites de custeio e comercialização (R$ 61,3 bilhões do total de R$ 78,2 bilhões) e 50% dos investimentos (R$ 33,4 bilhões do total de R$ 63,6 bilhões). O restante poderá ser emprestado de janeiro a junho de 2027, com impacto no orçamento do ano que vem.
O custo do Plano Safra 2026/27 será de R$ 18,2 bilhões, alta de 34% em relação aos R$ 13,5 bilhões da temporada 2025/2026. Nos seis meses de 2026, o custo é de R$ 1,7 bilhão, informou o Ministério da Fazenda.
As 26 instituições financeiras autorizadas a operacionalizar linhas são ABC Brasil, Banco BMG, Banco BV, Banco DLL, Banco do Brasil, Banco John Deere, Banpará, Banrisul, Basa, BDMG, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Caixa, Banco CNH Industrial; Credicoamo, Credicoopavel, CrediSeara, Credisis, Cresol, Desenbahia, Itaú, Lar Credi, Santander, Sicoob e Sicredi.
Veja o limite equalizável de algumas das instituições financeiras:
Banco ABC Brasil
Agricultura Empresarial: R$ 126 milhões
Agricultura Familiar: 0
Total: R$ 126 milhões
Banco do Brasil S.A. - Banco do Brasil
Agricultura Empresarial: R$ 27,2 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 16,4 bilhões
Total: R$ 41,8 bilhões
Banco John Deere S.A. - Banco John Deere
Agricultura Empresarial: R$ 99,1 milhões
Agricultura Familiar: R$ 126,6 milhões
Total: R$ 225,8 milhões
Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul
Agricultura Empresarial: R$ 3,0 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 234,1 milhões
Total: R$ 3,2 bilhões
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Agricultura Empresarial: R$ 21,5 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 18,9 bilhões
Total: R$ 40,4 bilhões
Banco Bradesco S.A. - Bradesco
Agricultura Empresarial: R$ 870 milhões
Agricultura Familiar: 0
Total: R$ 870 milhões
Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE
Agricultura Empresarial: R$ 395,8 milhões
Agricultura Familiar: 0
Total: R$ 395,8 milhões
Caixa Econômica Federal - Caixa
Agricultura Empresarial: R$ 6,8 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 86 milhões
Total: R$ 6,9 bilhões
Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito e Economia - Cresol
Agricultura Empresarial: R$ 938,5 milhões
Agricultura Familiar: R$ 1,2 bilhão
Total: R$ 2,1 bilhão
Santander
Agricultura Empresarial: R$ 50 milhões
Agricultura Familiar: 0
Total: R$ 50 milhões
Banco Cooperativo Sicoob S.A. - Sicoob
Agricultura Empresarial: R$ 15,1 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 4,2 bilhões
Total: R$ 19,4 bilhões
Banco Cooperativo Sicredi S.A. - Sicredi
Agricultura Empresarial: R$ 14,4 bilhões
Agricultura Familiar: R$ 4,2 bilhões
Total: 18,7 bilhões

Suseli Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Fonte: Com informações de Globo Rural
Publicado em: 23/07/2026, 16:23
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