Mobilização reforça defesa da Ferrovia Norte-Sul com traçado por Palmeira das Missões
A mobilização em defesa da expansão da malha ferroviária no Norte do Rio Grande do Sul ganhou força nesta semana. Além do ofício encaminhado pela Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop) ao Ministério dos Transportes, solicitando recursos para a elaboração do projeto básico da ligação ferroviária entre Chapecó (SC) e o Rio Grande do Sul, um manifesto liderado por Palmeira das Missões reforça a manutenção do traçado original da Ferrovia Norte-Sul.
O documento, datado de 27 de julho, foi encaminhado ao ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, e reúne representantes do poder público, da comunidade acadêmica, do setor produtivo e de entidades da sociedade civil organizada, que defendem que as decisões sobre o empreendimento sejam baseadas em critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, preservando o planejamento desenvolvido ao longo dos últimos anos.
No manifesto, as entidades destacam que a Ferrovia Norte-Sul é considerada um dos principais projetos estruturantes de infraestrutura do país, com potencial para reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade das cadeias produtivas, integrar a malha ferroviária nacional e fortalecer um modelo de transporte mais eficiente e sustentável.
O documento também ressalta que o traçado original contempla uma das regiões de maior produção de grãos, carnes, leite e derivados do Rio Grande do Sul, além de concentrar cooperativas, agroindústrias, empresas de armazenagem, instituições de ensino superior e centros de pesquisa.
Conforme o manifesto, Palmeira das Missões exerce papel estratégico como polo regional de serviços, educação e agronegócio. A presença do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e de entidades representativas reforça a importância da manutenção do traçado para impulsionar o desenvolvimento econômico do Norte e Noroeste gaúcho.
As instituições alertam ainda que eventuais alterações no projeto podem comprometer a eficiência logística da ferrovia, reduzir seus impactos socioeconômicos e gerar insegurança para investimentos públicos e privados.
Paralelamente ao manifesto, a Amzop protocolou o Ofício nº 63/2026 junto ao Ministério dos Transportes, solicitando recursos para a contratação do projeto básico de engenharia da ligação ferroviária entre Chapecó e o Rio Grande do Sul.
A associação lembra que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), concluído em 2015, definiu um traçado de aproximadamente 600 quilômetros, integrando os dois Estados à malha ferroviária nacional. Conforme informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a próxima etapa para viabilizar o empreendimento é justamente a elaboração do projeto básico de engenharia.
Segundo a Amzop, a implantação da ferrovia permitirá ampliar o escoamento da produção agropecuária e industrial, reduzir os custos logísticos, diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias, contribuir para a redução das emissões de poluentes e atrair novos investimentos para o Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul.

Suseli Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Publicado em: 29/07/2026, 14:25
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