Liberato Salzano segue entre os maiores polos da citricultura gaúcha

Liberato Salzano segue entre os maiores polos da citricultura gaúcha
(Foto: Divulgação)

A citricultura segue consolidando o Norte do Rio Grande do Sul como uma das principais regiões produtoras do Estado. Dados do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2024, divulgados pelo IBGE, colocam Liberato Salzano como o segundo maior produtor de laranjas do Rio Grande do Sul, com um valor de produção estimado em R$ 30,3 milhões.

O município fica atrás apenas de Itatiba do Sul, que lidera o ranking estadual com R$ 32,09 milhões. Na sequência aparecem Planalto, com R$ 24,9 milhões, Alpestre e Aratiba, completando os cinco primeiros colocados.

O desempenho de Liberato Salzano confirma a importância da citricultura para a economia local, atividade que movimenta a agricultura familiar, gera emprego, renda e coloca o município entre as maiores referências do setor no Estado.

Região concentra importantes polos da produção

Além do destaque de Liberato Salzano no ranking estadual, municípios da região também figuram entre os maiores produtores de laranja do Rio Grande do Sul. Alpestre lidera em área cultivada, com 892 hectares de pomares, produção estimada em 23.192 toneladas e 549 unidades produtivas, o maior número de propriedades dedicadas à atividade na região.

Planalto aparece logo atrás, com 750 hectares cultivados, produção estimada em 18.750 toneladas e 272 unidades produtivas, consolidando-se como outro importante polo citrícola gaúcho.

Também integram a cadeia produtiva regional os municípios de Ametista do Sul, Rodeio Bonito, Iraí, Novo Tiradentes, Pinheirinho do Vale e Frederico Westphalen, que contribuem para a diversificação da produção agrícola e para a geração de renda nas propriedades rurais.

Em Rodeio Bonito, o município possui 52 hectares de pomares de laranja, com produção estimada em 1.144 toneladas, distribuídas em 29 unidades produtivas. Embora em menor escala em relação aos principais polos da região, a atividade representa uma importante alternativa de diversificação e geração de renda para as famílias do meio rural.

Já em Novo Tiradentes, a citricultura ocupa 9,2 hectares, com produção estimada em 230 toneladas de laranja e seis propriedades produtoras, integrando a cadeia regional da fruta e contribuindo para a diversificação das atividades no campo.

Atividade impulsiona renda e mantém famílias no campo

Para o prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli, a importância da citricultura vai muito além da produção de frutas. Segundo ele, a atividade movimenta a economia regional e representa uma importante fonte de trabalho para milhares de famílias. "São cerca de três mil famílias da nossa região envolvidas com a citricultura. Só em Liberato Salzano, na época da safra, de junho até dezembro, entre 400 e 500 pessoas trabalham apenas na colheita. Então, não estamos falando só de uma fruta. Estamos falando de renda, permanência no campo e desenvolvimento regional", destacou o prefeito durante uma entrevista à Rádio Universal.

O prefeito acredita que a citricultura continuará sendo uma atividade estratégica para o município, especialmente nas propriedades onde há sucessão familiar e investimentos constantes nos pomares. "Quem trabalha focado na citricultura e cuida bem do pomar continua investindo. A laranja ainda é uma atividade rentável quando há produtividade e manejo adequado", afirma.

Gilson de Carli também ressalta que a diversificação das atividades nas pequenas propriedades fortalece a agricultura familiar e garante maior estabilidade econômica aos produtores. "A laranja casa muito bem com outras culturas. Em muitas famílias ela divide espaço com a produção de leite, a suinocultura, o fumo e outras atividades. Isso ajuda o agricultor a permanecer no campo e ter renda durante o ano", pontua.

Agricultura familiar fortalece a citricultura

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expansão da citricultura na região está diretamente ligada à organização dos produtores, à adoção de novas tecnologias, ao fortalecimento do cooperativismo e ao desenvolvimento de alternativas para o processamento da fruta.

Outro fator importante é o cultivo de diferentes variedades de laranja, estratégia que amplia o período de colheita e garante maior regularidade no abastecimento do mercado e da indústria.

Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios como o aumento dos custos de produção, a escassez de mão de obra, a sucessão familiar e a necessidade de ampliar a diversificação das variedades cultivadas.

Com o segundo lugar no ranking estadual do Valor Bruto da Produção de laranjas, Liberato Salzano reafirma sua posição como um dos principais polos citrícolas do Rio Grande do Sul, consolidando uma atividade que impulsiona o desenvolvimento econômico de toda a região.

Suseli Cristo

Suseli Cristo

jornalismo@universalfm.com.br

Fonte: Usamos alguns dados divulgados pelo jornal AU e IBGE

Publicado em: 03/08/2026, 16:16