Expodireto Cotrijal conta com mais de 500 expositores nesta 26ª edição

Expodireto Cotrijal conta com mais de 500 expositores nesta 26ª edição
(Foto: CP/Divulgação)

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal, que começou nesta segunda-feira, 9, e encerra na sexta-feira, 13, em Não-Me-Toque, conta com 550 expositores e mais de 40 horas de programação no auditório central e 20 horas no auditório da produção. Quase quatro mil pessoas estiveram envolvidas nas atividades de preparação do evento, que é um dos mais tradicionais do setor.

A feira reúne soluções e tecnologias apresentadas pelas empresas expositoras e o público pode também participar de momentos de troca de conhecimento e debates sobre o agronegócio.

Um dos destaques deste ano é o Pavilhão da Agricultura Familiar, que conta com 224 expositores, sendo 48 estreantes. Eles representam 119 municípios do Rio Grande do Sul e levam uma variedade de produtos, incluindo panificados, massas, embutidos, laticínios, vinhos, cachaças, erva-mate, artesanato e plantas, inclusive da região, na área de abrangência da Rádio Universal, como de Pinhal, Frederico Westphalen, Novo Barreiro, Liberato Salzano. Dentre os expositores, 18 contam com certificações orgânicas.

Nesta edição, o Pavilhão Internacional da Expodireto Cotrijal funcionará como um espaço estratégico de negócios. Índia e China, por exemplo, ampliarão sua participação no evento.

Uma preciosa oportunidade

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) tem expectativas diferentes para dois dos ambientes da Expodireto Cotrijal. Uma muito positiva e esperançosa para o espaço em que a entidade tem participação direta, o Pavilhão da Agricultura Familiar, e outra mais cautelosa para os negócios a serem realizados no parque de máquinas e implementos, pois o momento econômico dos agricultores é considerado complicado.

As projeções são do novo presidente da entidade, Eugênio Zanetti, que assumiu neste mês o posto que era de Joel Carlos da Silva. O dirigente considera o pavilhão como uma preciosa oportunidade para que os pequenos produtores consigam incrementar os ganhos com os produtos gerados nas propriedades.

Para ele, “esses espaços diretos possibilitam encurtar as cadeias, vender direto para o consumidor, evitando os atravessadores, que daí ele consegue agregar renda e valor aos seus produtos”.

Quanto à aquisição de novas tecnologias, sobretudo máquinas e equipamentos, Zanetti entende que os familiares serão mais prudentes em razão do endividamento do campo causado pelas agruras climáticas. “O produtor hoje está muito mais preocupado em como é que vai pagar as suas contas do que em fazer novos investimentos. E tem que ser assim, no momento em que a gente está. Todo o investimento precisa ser muito bem calculado para evitar contratempos ali na frente”, frisa.

Publicado por

Susi Cristo

Susi Cristo

jornalismo@universallfm.com.br

Publicado em: 10/03/2026, 13:43