Eduardo Leite diz que não disputará outro cargo após PSD escolher Caiado para a presidência

Eduardo Leite diz que não disputará outro cargo após PSD escolher Caiado para a presidência
(Foto: Divulgação)

Preterido na escolha do PSD para a Presidência da República, o governador Eduardo Leite concentra agora suas atenções no Rio Grande do Sul. Após afirmar que não pretende disputar outro cargo público, Leite vai se dedicar à própria sucessão e à conclusão do mandato.

Nesta segunda-feira, 30, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciará oficialmente que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato da sigla nas eleições de outubro.

A escolha de Caiado se consolidou após o favorito do PSD, Ratinho Júnior, anunciar que abandonaria suas pretensões presidenciais. Após a desistência de Ratinho, Leite reafirmou a decisão de concorrer à presidência.

Com um forte discurso de rejeição à polarização entre esquerda e direita, Leite buscou apoio no empresariado e no setor financeiro, mas não conseguiu a adesão do presidente do próprio partido. Agora, pretende manter a mesma plataforma política como cabo eleitoral, na tentativa de eleger o vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato à sucessão no Rio Grande do Sul.

No Palácio Piratini, havia inquietação quanto ao futuro do governador. Caso não fosse candidato à Presidência, cogitou-se a possibilidade de concorrer ao Senado. Leite, porém, nunca demonstrou entusiasmo por disputar uma vaga no Legislativo. "Não vou deixar o mandato de governador do Rio Grande do Sul se não for para disputar a Presidência da República. Estou pronto para a missão e com muita energia para transformar o nosso país com a ajuda dos melhores brasileiros", afirmou.

Uma preocupação que rondava Leite era ficar marcado por uma segunda renúncia consecutiva. Mais importante para ele seria ser lembrado como o primeiro governador reeleito do Estado, e não por duas saídas antecipadas do cargo. Embora não tivesse problema em abreviar o mandato para disputar a Presidência, não via sentido em renunciar para uma eleição que não o atraía, como a do Senado.

Ainda assim, a possibilidade de renúncia sempre foi considerada pelo grupo de Gabriel Souza. No acordo que levou o MDB à chapa em 2022, já estava previsto que o vice assumiria o governo e concorreria à reeleição em 2026.

Essa posição era vista como estratégica para dar visibilidade ao emedebista, especialmente após pesquisas indicarem que ele ainda era pouco conhecido pelo eleitorado. Questionado na semana passada se sua permanência no cargo prejudicaria a campanha de Gabriel, Leite afirmou que não precisou do posto para se reeleger em 2022.

Após meses de indefinição, Gabriel agora já tem a chapa formada. No fim de semana, os deputados estaduais Ernani Polo e Frederico Antunes migraram para o PSD. O ato de filiação ocorreu na noite de domingo, mesma ocasião em que Kassab comunicou a Leite que Caiado seria o escolhido para disputar o Planalto.

Polo será o candidato a vice na chapa de Gabriel, posto que já pleiteava desde o ano passado, quando se lançou pré-candidato pelo PP. Frederico Antunes concorrerá ao Senado em dobradinha com o ex-governador Germano Rigotto (MDB).

Para além das articulações políticas, o governador já planeja os próximos passos após o fim do mandato. A ideia é se mudar para São Paulo, onde recebeu convites para atuar na iniciativa privada.

Publicado por

Susi Cristo

Susi Cristo

jornalismo@universallfm.com.br

Publicado em: 30/03/2026, 14:27