Temporada do pinhão é aberta no Rio Grande do Sul
A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira, 1º, no Rio Grande do Sul, conforme a Lei Estadual (Nº 15.915, de 22/12/22), que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data.
Na Serra, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior. Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo.
Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região.
A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior.
A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão: secas recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno e início da primavera, junto com a alternância de produção, que é uma característica da espécie. As oscilações de produção da Araucária angustifólia são cíclicas. Como planta nativa, a espécie apresenta variações de produtividade, em média, a cada três anos.
Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. A colheita estimada a partir desta quarta-feira, 1º, é de 130 toneladas.
Comercialização e precificação
As estimativas de preços variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e "in natura". Na Serra, o valor parte de R$ 5 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16 em supermercados, feiras e outros.
O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20 ou R$ 30 o quilo. O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63/kg.
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Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 01/04/2026, 15:24
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