Anvisa aumentará fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas medidas para coibir irregularidades no uso das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil. Entre as ações estão o endurecimento das regras para concessão de autorizações de funcionamento de farmácias de manipulação, além do reforço na fiscalização, inclusive com a possibilidade de interdição de locais com risco sanitário.
A decisão foi motivada pelo crescimento da importação e da manipulação de medicamentos à base de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, amplamente utilizados no tratamento de diabetes e também para perda de peso.
A Anvisa identificou que parte das farmácias tem ultrapassado os limites permitidos e operado como fabricantes de produtos injetáveis, o que é proibido por lei.
Um dos pontos de alerta foi a discrepância entre a quantidade de insumos importados e a demanda real no país. Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 kg de matéria-prima, o suficiente para produzir cerca de 25 milhões de doses, número considerado incompatível com o mercado nacional.
Desde o início do ano, a Anvisa já proibiu a importação, a venda e o uso de pelo menos dez produtos irregulares e determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, além de barrar a comercialização de itens sem registro e intensificar o combate a produtos ilegais no país.
A agência também vai ampliar a atuação conjunta com vigilâncias estaduais, municipais e organismos internacionais, além de criar um grupo de trabalho com entidades médicas para reforçar o controle no setor.
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Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 08/04/2026, 14:20
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