Rodeio Bonito mantém destaque na suinocultura gaúcha

Rodeio Bonito mantém destaque na suinocultura gaúcha
(Foto: Divulgação)

A suinocultura segue como uma das principais atividades do agronegócio brasileiro, com forte concentração na região Sul. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no primeiro trimestre de 2026, os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná responderam por 66,8% de todos os suínos abatidos no país.

No período, foram abatidos 15,27 milhões de animais, alta de 5,5% em relação aos três primeiros meses de 2025, o maior resultado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

Santa Catarina lidera o ranking nacional, com 28,1% dos abates, seguida pelo Paraná, com 20,9%, e pelo Rio Grande do Sul, responsável por 17,8% da produção brasileira.

No cenário estadual, Rodeio Bonito segue entre os principais polos da suinocultura gaúcha. Conforme o relatório anual da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), elaborado com base em dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o município encerrou 2025 como o segundo maior produtor de suínos do Estado, com 246.291 animais destinados ao abate.

A liderança estadual ficou com Palmitinho, que registrou 278.568 suínos abatidos. Na sequência aparecem Nova Candelária, com 233.976 animais, Aratiba, com 231.390, e Pinheirinho do Vale, com 225.503 cabeças.

O levantamento também evidencia a força da região na atividade. Entre os dez maiores produtores do Rio Grande do Sul em 2025 estão ainda os municípios de Pinhal (212.317 suínos), Rondinha (223.730), Três Passos (203.920), Santo Cristo (202.686) e Boa Vista do Buricá (198.938), demonstrando a importância da cadeia produtiva para o Norte e o Médio Alto Uruguai.

No total, o Rio Grande do Sul contabilizou 11.755.478 suínos abatidos em 2025, crescimento de 3,57% em relação a 2024, quando foram registrados 11.350.733 animais. Considerando também os suínos produzidos em outros estados e abatidos em frigoríficos gaúchos, o volume chegou a 11.953.929 animais.

Segundo a ACSURS, o crescimento da atividade é resultado dos investimentos em genética, manejo, biosseguridade e da integração entre produtores, cooperativas e agroindústrias. A entidade destaca que a suinocultura permanece como um dos principais motores da economia em diversos municípios gaúchos, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

Além do aumento no número de animais abatidos, o IBGE aponta que a produção de carne suína também cresceu. O peso acumulado das carcaças alcançou 1,43 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2026, volume 6,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, indicando ganhos de produtividade e maior eficiência da cadeia produtiva brasileira.

Suseli Cristo

Suseli Cristo

jornalismo@universalfm.com.br

Publicado em: 10/07/2026, 14:37