Creluz celebra 20 anos do Horto Florestal e destaca investimentos em sustentabilidade e infraestrutura energética
A Creluz marcou os 20 anos de atuação do Horto Florestal, em Pinhal, com uma programação nesta quarta-feira, 26, que reuniu integrantes dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo da cooperativa. A atividade também integra as ações comemorativas dos 60 anos da Creluz e serviu para reforçar a importância do trabalho ambiental desenvolvido pela instituição ao longo das últimas duas décadas.
O Horto Florestal foi inaugurado em 2006, quando a cooperativa completava 40 anos. Segundo o presidente da Creluz, professor Elemar Battisti, a estrutura foi criada para ampliar as ações ambientais já desenvolvidas pela cooperativa, incluindo a produção e distribuição de mudas, a reposição florestal e iniciativas relacionadas às áreas de geração e distribuição de energia.
– Lá em 2006, quando a Creluz tinha 40 anos, foi inaugurado esse horto, que nasceu para atender a região e, especialmente, a própria Creluz, dentro de ações ambientais que ela já fazia – destaca Battisti.
Ao longo dos anos, o espaço passou a atender não apenas os municípios da área de atuação da cooperativa, mas também instituições e projetos de outras regiões. As mudas produzidas no local são destinadas gratuitamente a iniciativas de reflorestamento, educação ambiental e recuperação de áreas.
O presidente também lembra que, quatro anos após a implantação do Horto, a Creluz recebeu, em Londres, um prêmio internacional pelo conjunto de ações ambientais desenvolvidas pela cooperativa. Entre as iniciativas estavam a produção de mudas, a educação ambiental, o aproveitamento de materiais retirados dos canais de adução para a produção de adubo e a captação de água da chuva.
Para Battisti, a atuação ambiental da Creluz foi ampliada ao longo dos anos, especialmente com a entrada da cooperativa na geração de energia solar. Atualmente, a instituição conta com sete usinas solares e sete hidrelétricas, totalizando 14 unidades de geração.
– O trabalho ambiental e educacional, o trabalho de plantio de mudas, cada vez mais terá que se intensificar. A gente está vendo o clima mudando muito. O mundo está muito diferente, não é só no Brasil, é no mundo todo – afirma Battisti.
O Horto também mantém parcerias com escolas, universidades, igrejas, hospitais e outras instituições. Conforme o presidente, o espaço recebe demandas durante todo o ano, inclusive de órgãos públicos e judiciais, para ações de reflorestamento e recuperação ambiental.
Além da produção de mudas nativas, o local abriga áreas de agrofloresta, com mais de 20 hectares, onde são cultivadas espécies que também servem de alimento para aves e pequenos animais. O espaço conta ainda com áreas destinadas ao cultivo de chás, canteiros e um meliponário.
Plantação de 60 pinheiros marcam os 60 anos da cooperativa
Como parte das comemorações dos 60 anos da Creluz, também foram plantadas 60 mudas de pinheiro no Horto Florestal. A espécie é considerada símbolo do cooperativismo e foi escolhida para representar a trajetória da cooperativa.
Battisti explicou que, além do plantio das 60 mudas, a Creluz mantém no local uma experiência com uma variedade de pinheiro desenvolvida com apoio da Embrapa, que apresenta características diferentes das espécies tradicionais.
– É uma experiência que nós estamos fazendo aqui no Horto Florestal da Creluz. É um pinheiro trabalhado pela Embrapa, que produz frutos em sete ou oito anos e que dá mais baixo, mais fácil de colher do chão – explica.
A proposta, segundo ele, é avaliar uma alternativa que permita antecipar a produção e facilitar a colheita dos frutos, evitando a necessidade de alcançar árvores de grande porte.
Obras ampliam estrutura para atender crescimento da demanda
Durante a visita ao Horto, o presidente da Creluz também atualizou o andamento de importantes obras de infraestrutura da cooperativa. Entre os projetos estão a subestação Caminho dos Tropeiros, em fase final; a usina solar Sol da Cidade, em Jaboticaba; e uma nova subestação em Frederico Westphalen.
Em Jaboticaba, a usina solar ocupa uma área de seis hectares e conta com 8.544 placas. A previsão apresentada pelo presidente é de que a unidade entre em operação em setembro, dependendo das condições climáticas e da conclusão dos procedimentos de interligação.
No mesmo local, a Creluz também está construindo um eletroposto e uma nova agência de atendimento. A estrutura permitirá que a cooperativa deixe de utilizar um imóvel alugado e passe a concentrar os serviços em uma unidade própria, localizada às margens da rodovia.
Já a subestação Caminho dos Tropeiros aguarda a conclusão de interligações, testes e instalação de alguns equipamentos para entrar em operação.
Em Frederico Westphalen, as obras da nova subestação avançam em ritmo acelerado. Conforme Battisti, a estrutura é necessária diante do crescimento da geração solar, da instalação de cargas de maior porte e do aumento da demanda provocada por sistemas de irrigação.
– É melhoria, é sustentar o futuro, é garantir energia para as futuras gerações, é melhorar as interrupções de energia, melhorar a corrente e a tensão, evitar flutuação e todos os problemas que podem ocorrer com a entrada de novas cargas – explica.
A estrutura também deverá contribuir para administrar os efeitos provocados pelo crescimento da geração distribuída, especialmente a energia solar instalada em residências e empresas, que pode provocar inversão de fluxo na rede.
Novos investimentos
Segundo Elemar Battisti, a cooperativa vive um momento de forte expansão da infraestrutura. Ele destaca que a Creluz hoje conta com 14 usinas de geração e está implantando suas primeiras subestações. “Não tinha nenhuma usina, agora tem 14. Não tinha nenhuma subestação, agora estamos construindo três”, ressalta.
Além das três estruturas atualmente em implantação, a cooperativa já planeja um novo investimento em Ametista do Sul. A área para a futura obra já foi adquirida e escriturada, permitindo que o projeto avance após a conclusão da subestação de Frederico Westphalen.
Para o presidente, manter projetos em planejamento é fundamental diante das mudanças no mercado de energia elétrica e da ampliação da concorrência.
Battisti avalia que a abertura gradual do mercado exigirá das cooperativas cada vez mais investimentos em qualidade, preço e atendimento. Segundo ele, a Creluz precisa estar preparada para disputar espaço com outros fornecedores de energia.
– Você tem que ter preço, ter qualidade, assistência e energia. Senão, você vai perder o mercado – afirma o presidente.
Ao completar 60 anos, a Creluz chega, segundo o presidente, com investimentos em geração de energia, infraestrutura elétrica, mobilidade e ações ambientais. Para Battisti, a integração entre essas áreas representa uma estratégia para garantir sustentabilidade e preparar a cooperativa para as próximas décadas.
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*Matéria produzida por Susi Cristo com apoio de entrevista do jornalista da Rádio Universal, Edevaldo Stacke
*Reprodução não autorizada
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Suseli Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Publicado em: 26/08/2026, 15:16
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