RS enfrenta sequência de eventos climáticos extremos e acumula prejuízos bilionários
O Rio Grande do Sul enfrenta uma sequência de eventos climáticos extremos, entre enchentes, estiagens, vendavais, granizo e deslizamentos. Na última década, esses desastres provocaram 281 mortes e geraram R$ 116,8 bilhões em prejuízos públicos e privados no Estado.
Especialistas alertam para a necessidade de ampliar as ações de prevenção e preparação diante da possibilidade de novos eventos severos. A preocupação aumenta com a previsão de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses, que pode favorecer a ocorrência de chuvas intensas no Sul do país.
As estiagens também representam um impacto significativo. Entre 2020 e 2025, as perdas nas principais culturas agrícolas do Estado são estimadas em R$ 126,3 bilhões, segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
O levantamento reforça que os eventos extremos afetam não apenas a população e a infraestrutura, mas também setores essenciais da economia gaúcha. Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas de prevenção, planejamento e adaptação às mudanças climáticas para reduzir os impactos de futuros desastres no Rio Grande do Sul.
Sobre o El Niño, segundo o climatologista Carlos Nobre, embora não seja possível prever com precisão os eventos meteorológicos de longo prazo, há consenso de que o fenômeno climático deve ganhar força a partir deste mês de setembro, com impactos mais expressivos entre outubro e janeiro.
Atualmente, segundo o Tribunal de Contas do Estado, os 497 municípios gaúchos afirmam possuir planos de contingência. Mas especialistas alertam que a existência do documento, por si só, não resolve o problema. "Não adianta ter um plano aderente às normas se a comunidade não sabe qual abrigo procurar ou qual rota de fuga utilizar. A população também precisa estar preparada", ressalta o órgão.

Suseli Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Publicado em: 08/09/2026, 15:23
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