Listas contra empresas e profissionais se proliferam no RS e prática pode configurar assédio eleitoral e outros crimes
Após o resultado das eleições presidenciais, listas e campanhas contra pessoas e empresas supostamente identificadas com a esquerda passaram a circular nas redes sociais. As publicações reúnem nomes de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços apontados como alinhados a essa corrente política ou que teriam manifestado posicionamentos nesse sentido.
Além da divulgação dos nomes, algumas mensagens incentivam consumidores a boicotar os negócios e defendem a demissão de funcionários por suas posições políticas. Na região, comércios e prestadores de serviços locais também foram citados nesse tipo de publicação.
A circulação das listas provocou manifestações de entidades empresariais, que repudiaram a iniciativa. Empresários mencionados relatam preocupação com a repercussão e afirmam ter enfrentado situações como cancelamento de pedidos, ataques e ameaças por meio de mensagens. Outros preferem não comentar o assunto publicamente, por receio de ampliar a exposição.
Os episódios têm gerado tensão entre os empreendedores atingidos, especialmente diante da possibilidade de prejuízos à imagem e à atividade comercial. A divulgação de informações e acusações nas redes sociais também levanta questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão e as consequências de publicações que possam atingir a honra, a reputação ou os direitos de terceiros.
Especialistas da área jurídica alertam sobre a responsabilização do conteúdo divulgado e das circunstâncias de cada caso, levando em consideração quem iniciou esse tipo de ação, a origem da lista, como também responsabilizando aqueles que recompartilharam a informação. Conforme a situação, condutas como ameaças, difamação ou outras práticas ilícitas podem resultar em consequências judiciais e configurar como crime grave.

Susi Cristo
jornalismo@universalfm.com.br
Fonte: Com informações de GZH
Publicado em: 29/10/2026, 15:20
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