Suinocultores devem ter ano positivo mesmo com início de 2026 turbulento
O preço médio do quilo do suíno vivo iniciou a segunda quinzena de fevereiro em baixa, cotado em média a R$ 6,67, acompanhando o ritmo mais lento da demanda doméstica. O analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, salienta que, de forma geral, o setor tem convivido com um início de 2026 “turbulento”.
Segundo ele, há sintomas de excesso de oferta dentro do mercado brasileiro, o que, por sua vez, vai impactando negativamente nos preços, principalmente do suíno vivo. "O suíno abatido também apresentou quedas consistentes de preço no decorrer desse primeiro bimestre, o que gera uma preocupação adicional para o mercado”, diz.
Por outro lado, o especialista ressalta que as exportações da carne suína estão em ritmo satisfatório e que devem se manter em compasso acelerado de embarques, com as Filipinas e o Japão como destaques, países que expandem suas compras a cada ano. “O potencial brasileiro de exportação de carne suína é para mais um ano de recorde, com crescimento previsto de 5% a 7% no volume embarcado [em relação a 2025], com uma suinocultura que tem grandes condições de trabalhar o ano ainda no positivo, apesar desse começo de ano um pouco turbulento”, pondera.
Iglesias também considera que o criador não terá dificuldades em relação ao custo da dieta dos animais por conta da boa disponibilidade de milho e farelo de soja na atual temporada. “De qualquer forma, o setor precisa cuidar em relação ao peso médio dos animais que estão sendo abatidos para que, de fato, nós vejamos uma evolução das margens setoriais. Quando nós analisamos sobre o prisma do custo, basicamente estamos convivendo com patamares bastante controlados”, acrescenta.
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Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 23/02/2026, 15:54
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