Rastreamento para câncer colorretal pode ser implementado no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) pode ganhar um novo programa para o rastreamento do câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto e vem crescendo em número de casos e óbitos.
Uma diretriz com as orientações para a testagem já foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Nos próximos dias, a comissão vai abrir uma consulta pública para receber contribuições da sociedade e, depois disso, decidirá, em caráter definitivo, se as novas medidas devem ser incorporadas ao SUS.
A decisão final caberá ao Ministério da Saúde, que aguarda o andamento do processo para se posicionar, mas todos os representantes da pasta que compõem a comissão foram favoráveis.
A diretriz preconiza que todas as pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem teste imunoquímico para a identificação de sangue oculto nas fezes a cada dois anos.
Em caso positivo, o paciente deve ser encaminhado a uma colonoscopia para detectar a razão do sangramento e receber o tratamento adequado. As medidas valem para a população em geral, que não apresenta sintomas nem outras doenças intestinais.
O objetivo é diagnosticar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que evoluam para o câncer, ou mesmo identificar a doença já instalada, mas em estágio inicial.
Publicado por

Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 20/03/2026, 14:46
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