Governo firma acordo com Google e CAR terá imagens mais precisas
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Google assinaram um acordo de cooperação técnica para ampliar a qualidade das informações utilizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Por meio da colaboração, o Google vai disponibilizar acesso a um conjunto inédito de imagens de satélite de alta resolução referentes a 2008 — marco temporal para a regularização ambiental, conforme estabelecido pelo Código Florestal de 2012.
A parceria tem o objetivo de qualificar ainda mais as informações que orientam a conservação da vegetação nativa e a segurança jurídica dos produtores, além de representar um esforço conjunto para avançar na implementação do Código Florestal e da política de regularização ambiental.
Desde a implementação do CAR, os cadastros e as análises eram realizados com base em imagens com resolução espacial entre 15 e 30 metros, o que limitava o detalhamento.
Com o novo mapeamento, passa a ser possível contar com uma qualidade até seis vezes maior, permitindo visualizar, pela primeira vez, detalhes como fragmentos de floresta e margens de rios.
A partir de agora, esse novo conjunto de registros em alta resolução será integrado ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) e utilizado tanto nos processos de análise ambiental do CAR, conduzidos pelos órgãos estaduais, quanto em funcionalidades voltadas aos usuários do sistema, como o módulo de Cadastro Pré-Preenchido e a Consulta Pública de informações.
O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Garo Batmanian, destacou que o CAR representa um avanço estrutural na implementação do Código Florestal ao substituir processos cartoriais complexos por uma solução digital de alcance nacional. “O Código Florestal não criou a reserva legal e nem a Área de Preservação Permanente (APP). O que ele fez foi criar um instrumento que automatiza processos, reduz custos e facilita o monitoramento. Hoje, são mais de oito milhões de imóveis no CAR, mas, para funcionar bem, precisamos de dados com a maior resolução possível, porque, quanto melhor a resolução, melhor a informação para monitorar, regularizar e tomar decisões”, destacou.
A nova base de dados contribuirá para maior precisão na identificação da vegetação nativa existente no marco temporal, na definição de passivos ambientais e na comprovação de uso consolidado de áreas anteriores a julho de 2008, fortalecendo a segurança jurídica na aplicação do Código Florestal.
O CAR é essencial para orientar ações como regularização ambiental, combate ao desmatamento e ordenamento territorial, e traduz uma política ambiental em uma infraestrutura concreta, baseada em dados, que permite monitorar, regularizar e orientar o uso do território, contribuindo de forma progressiva para a implementação dessas políticas públicas e o acesso ao crédito rural.
Publicado por

Susi Cristo
jornalismo@universallfm.com.br
Publicado em: 06/04/2026, 13:50
Rádio Universal
Nenhum programa no ar

